Reciclagem milenar

Conheça a compostagem, uma forma de reciclar o lixo orgânico copiando a natureza.

Os chineses já a utilizavam há muitos séculos

A compostagem é um processo biológico de reciclagem de lixo orgânico. É a reprodução, supervisionada pelo homem, de um processo natural, o da decomposição. E não se trata de nenhuma técnica supermoderna e revolucionária: é uma herança da milenar cultura chinesa. Funciona assim:

  • O lixo orgânico é depositado num recipiente chamado composteira, que se parece com um container, com aberturas para o ar circular. Quem tem espaço no quintal, pode usar caixas de madeira ou cimento, abertas. Dá até para improvisar pequenas composteiras com garrafas pet.
  • Em questão de dias, começa a decomposição. O material depositado na composteira é consumido pelos microrganismos já existentes no lixo doméstico, mas é possível acelerar o processo com minhocas. Para que a compostagem ocorra de maneira uniforme, é preciso controlar a ventilação e a umidade da composteira, evitando a solidificação do material e, muito importante, o mal cheiro.
  • O tempo para que o processo se complete varia de semanas a meses. Depende do tamanho dos resíduos. Com o uso de minhocas, esse tempo pode ser reduzido pela metade.

Material compostado serve como adubo

O resultado da compostagem é o “composto”: uma massa orgânica muito semelhante ao solo, sem cheiro, que serve como adubo e pode ser utilizada no cultivo de diversos tipos de plantas.

O composto é fonte de nutrientes e melhora a estrutura física dos locais de plantio. Seu uso faz com que os solos arenosos retenham mais água e melhora a passagem de ar nos solos argilosos. Também aumenta a população de microrganismos benéficos, como bactérias e fungos, que carregam os nutrientes do solo para as plantas.

Processo reduz contaminação do solo e economiza espaço no lixão

Além disso, a compostagem em larga escala economizaria um espaço valioso nos aterros sanitários, reduzindo sensivelmente a contaminação e a poluição ambiental. Cerca de 50% do lixo doméstico produzido no Brasil é de material orgânico, que poderia ser facilmente compostado. Praticamente todo tipo de lixo de cozinha e de jardim pode ser reciclado por meio da compostagem:

  • restos de legumes, verduras, frutas e alimentos, filtros e borra de café, cascas de ovos e saquinhos de chá;
  • galhos de poda, palha, flores de galho e cascas de árvores;
  • papel de cozinha, caixas para ovos e jornal;
  • palhas secas e grama (em pequenas quantidades).

Materiais que não apodrecem não podem passar pelo processo

A compostagem é bastante utilizada por pequenos agricultores, mas também pode ser feita em casa. O principal cuidado é atentar para os materiais que não podem passar pelo processo – são aqueles que não se decompõem ou cuja decomposição é difícil.

São eles:

  • carne, peixe, gordura e queijo (podem atrair roedores);
  • plantas doentes e ervas daninhas;
  • vidro, metais e plásticos;
  • couro, borracha e tecidos;
  • verniz, restos de tinta, óleos, todo tipo de produtos químicos e restos de produtos de limpeza;
  • cinzas de cigarro, de madeira e de carvão, inclusive de churrasco, saco e conteúdo de aspirador de pó (valores elevados de metais e poluentes orgânicos);
  • fezes de animais domésticos, papel higiênico e fraldas (por poderem apresentar microrganismos patogênicos, que causam doenças)

A Unilever incentiva a agricultura doméstica e apoia projetos de reciclagem e transformação do lixo.

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