O Plano de vida sustentável da Unilever para

Resíduos e embalagens

Resíduos e embalagens

Compramos mais de 2 milhões de toneladas de embalagem por ano. A crescente escassez de recursos torna ainda mais urgente a necessidade de descobrir soluções para reduzir, reutilizar e recuperar os resíduos “pós-consumo” e se aproximar de uma economia mais circular.

A cada minuto – menos do que o tempo necessário para ler esta seção – o equivalente a um caminhão de lixo de plástico está sendo despejado em córregos e rios, chegando por fim ao mar. Somente 14% das embalagens plásticas usadas globalmente vão para usinas de reciclagem, ao passo que um terço é abandonada em ecossistemas frágeis e 40% vão para aterros sanitários1.

Como uma empresa de bens de consumo, estamos conscientes das causas e consequências do modelo linear “extração-transformação-descarte”. E queremos mudá-lo. Mudar o modelo linear de consumo é uma prioridade fundamental para atingir o objetivo 12 de desenvolvimento sustentável da ONU, Produção e consumo sustentáveis.

A justificativa de negócio é clara. Os resíduos de embalagens plásticas representam um prejuízo de $ 80 bilhões para a economia global todos os anos. Os benefícios da abordagem da economia circular são claros, tanto para os negócios quanto para o ambiente. O uso mais efetivo dos materiais significa custos mais baixos e menos desperdício. Significa novas fontes de valor para clientes e consumidores, gestão aprimorada de risco de matérias-primas e abordagens mais conscientes da cadeia de suprimentos.

O pilar de água do Plano de Sustentabilidade da Unilever contribui principalmente com dois dos Objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU (ODSs): Consumo e produção responsáveis (ODS 12) e Vida na água (ODS 14).

1Fundação Ellen MacArthur

A nossa estratégia

Estamos acelerando os nossos esforços rumo a uma economia circular.

recycling in brazil

Qual é a finalidade da embalagem?

A embalagem tem muitas finalidades. Ela protege os produtos, mantendo-os seguros contra contaminações. Também possibilita a exibição de informações vitais sobre o uso e o descarte seguros das mercadorias. A embalagem facilita o descarte ou fechamento de um produto após a utilização e pode ajudar a preservar produtos por períodos longos. Também proporciona conveniência e maior controle sobre as porções, para atender a diferentes necessidades dos consumidores. Em países em desenvolvimento e emergentes, muitos produtos, como detergentes e shampoos, são vendidos em sachês de uso único, para torná-los mais acessíveis para as pessoas de baixa renda.

No entanto, muitas vezes a embalagem pode se transformar em resíduo em um aterro sanitário ou lixo nas ruas. Estima-se que, até 2050, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos do planeta1.

Também há uma crescente preocupação por parte da opinião pública sobre os recursos utilizados para a produção de embalagem, a capacidade de reciclagem e o volume de embalagens. Essa preocupação levou alguns grandes nomes da indústria, incluindo a Unilever, a reduzir o uso de materiais e a aumentar a capacidade de reciclagem das embalagens.

A partir de uma perspectiva puramente comercial, descartar o plástico não faz qualquer sentido. Os resíduos de embalagens plásticas representam um prejuízo de $ 80 bilhões para a economia global todos os anos. Precisamos de uma abordagem mais circular, na qual não apenas usamos menos embalagens, mas também projetamos a embalagem para que possam ser reutilizadas ou recicladas. Em uma economia circular, os materiais são regenerados e fluem constantemente por um sistema de “circuito fechado”, em vez de serem usados poucas vezes e depois descartados. Significa que o valor dos materiais, incluindo plásticos, não é perdido por ser descartado.

1Fundação Ellen MacArthur

Atualização da estratégia

Em 2016, revisamos a nossa estratégia de embalagens sustentáveis, reconhecimento as crescentes preocupações de governos, ONGs e o público em geral com os efeitos dos resíduos de embalagem sobre o meio ambiente. Avaliamos as nossas conquistas até o momento e identificamos áreas nas quais poderíamos avançar ainda mais. A atualização da nossa estratégia nos compromete a acelerar nossos esforços rumo a uma economia circular. Com essa abordagem, é possível regenerar materiais e garantir seu fluxo em um sistema de “circuito fechado”, em vez de utilizá-los uma vez só e descartá-los. Isso inclui a maneira como administramos e usamos resíduos de embalagem depois do uso pelo consumidor.

Queremos ajudar a pavimentar o caminho rumo a uma economia circular do plástico. Por isso, em janeiro de 2017, nos comprometemos em garantir que 100% das nossas embalagens plásticas serão criadas a fim de permitir a total reutilização, reciclagem ou compostagem até 2025. Esse objetivo aproveita os avanços já promovidos pelos objetivos do Plano de vida sustentável da Unilever de reduzir pela metade os resíduos associados ao descarte dos nossos produtos até 2020 e aumentar o teor de plástico reciclável de nossas embalagens em 25% até 2025.

Como parte do nosso objetivo mais recente, garantiremos exemplos comprovados da viabilidade comercial da reciclagem de materiais por reprocessadores de plástico e da possibilidade técnica da reutilização ou reciclagem de nossas embalagens plásticas.

Normalmente, nos mercados em desenvolvimento, onde os sachês são mais populares, a infraestrutura para reciclagem é limitada e as sobras de sachês podem acabar em aterros sanitários ou como lixo nas ruas, cursos de água e oceanos. Nos últimos quatro anos, co-desenvolvemos uma nova tecnologia usando um processo químico chamado CreaSolv™. A tecnologia produz polímeros de qualidade que podem ser usados para fazer plástico que pode ser usado indefinidamente, oferecendo o potencial de um modelo de economia circular. Comprovamos por testes industriais em larga escala que o CreaSolv™ é uma solução tecnicamente viável à reciclagem de sachês. Testaremos o uso de CreaSolv™ em escala comercial em nossa fábrica piloto na Indonésia em 2018.

Estamos colaborando com a Fundação Ellen MacArthur e sua iniciativa Nova economia do plástico, nos comprometendo em publicar a “paleta” completa dos materiais plásticos usados em nossas embalagens até 2020, para contribuir com a criação do Protocolo global de plásticos, um protocolo para o setor. Focando nos três temas de reciclagem, reutilização e capacidade de reciclagem, a nova economia do plástico representa mudanças no nível do sistema, e trabalhar com outros agentes do setor de embalagens plásticas é fundamental para seu sucesso.

O nosso compromisso

Nosso objetivo é reduzir à metade os resíduos associados ao descarte dos nossos produtos pelo consumidor até 2020. Nossas metas ambientais são expressas “por uso do consumidor”. Trata-se de uso único, de uma porção ou dose de um produto. Adotamos uma abordagem de ciclo de vida tendo 2010 como ano base.

Avanços obtidos até o momento

Em 2017, reduzimos a nossa pegada de resíduos em 29% por uso do consumidor em relação ao ano base de 2010*.

Além disso, obtivemos uma redução considerável de resíduos nos processos de fabricação. Em 2017, obtivemos uma redução de 98%† no volume total de resíduos por tonelada de produção em relação a 2008.

*Nossas metas ambientais são expressas comparativamente ao ano base de 2010 e “por uso do consumidor”. Trata-se de uso único, de uma porção ou dose de um produto.

Auditado pela PwC

Futuros desafios

Para a transição para uma abordagem de economia circular, precisamos repensar fundamentalmente a forma como projetamos nossos produtos e embalagens. Isso implica considerar com atenção os sistemas nos quais os nossos produtos fluem. Isso implica considerar atentamente os sistemas nos quais os nossos produtos fluem.

Esperamos que CreaSolv™ transforme os sachês de um problema global para uma oportunidade econômica sustentável. Porém, do ponto de vista setorial, precisamos criar uma infraestrutura de reciclagem para coleta de sachês que apoie o processo, criando um modelo circular que todos possamos compartilhar.

Nenhuma empresa, isoladamente, pode criar uma economia circular – e também não podemos simplesmente “entrar” em uma economia circular mais ampla até que ela realmente exista. Muitos elementos estão fora do nosso controle, como a coleta seletiva de resíduos de embalagem, insuficiência ou falta de infraestrutura ou investimentos limitados do setor de resíduos. Continuaremos a trabalhar com outras empresas e a exigir que os governos implementem políticas e estruturas que facilitem essa mudança fundamental.


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Metas e desempenho

Temos um compromisso ambicioso de reduzir pela metade os resíduos associados ao descarte dos nossos produtos.


Resíduos e embalagens
O nosso compromisso

Reduzir pela metade os resíduos associados ao descarte dos nossos produtos até 2020*.

O nosso desempenho

Em 2017, o impacto de nosso descarte de resíduos diminuiu 29% em relação a 2010*.

A nossa perspectiva

Estamos a meio caminho de cumprir o nosso compromisso para 2020 de reduzir os resíduos associados ao descarte dos nossos produtos. Nossa pegada total por uso do consumidor diminuiu 29% desde 2010*, pois projetamos embalagens que usam menos materiais, e as taxas de reciclagem aumentaram.

Estamos avançando fortemente em nosso compromisso em áreas sobre as quais temos controle direto, como, por exemplo, na redução de resíduos em nossas operações próprias e no desenvolvimento de produtos. Por exemplo, removemos milhares de toneladas de plástico de nossas embalagens de sabonete Lifebuoy e garrafas de shampoo Seda.

Aprimoramentos de infraestrutura de reciclagem e de recuperação também contribuíram para o nosso desempenho. No entanto, estamos constatando que o desafio para os resíduos pós-consumo está em incentivar os consumidores a reciclar e contar com a infraestrutura certa para assegurar que os materiais sejam recuperados e reutilizados.

Trabalhamos em parceria com outros agentes, incluindo iniciativas de colaboração do setor, para estimular a infraestrutura de reciclagem e recuperação, particularmente para materiais cuja reciclagem é mais complexa, como os sachês em países em desenvolvimento. Por exemplo, estamos usando a pirólise para converter resíduos de sachê em um combustível industrial. Também co-desenvolvemos uma nova tecnologia usando um processo químico chamado CreaSolv™. O objetivo é reciclar polímeros de alta qualidade dos sachês usados, para que possam ser usados de novo para criar embalagens de plástico reciclável – oferecendo o potencial para um modelo de economia circular para sachês.

Em 2016, revisamos nossa estratégia de resíduos de embalagem, e nos comprometemos em incluir pelo menos 25% de plástico reciclado em nossas embalagens plásticas até 2025. Em 2017, nos comprometemos ainda mais em garantir que todas as nossas embalagens plásticas sejam criadas a fim permitir a total reutilização, reciclagem ou compostagem até 2025.

*Nossas metas ambientais são expressas comparativamente ao ano base de 2010 e “por uso do consumidor”. Trata-se de uso único, de uma porção ou dose de um produto.


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As nossas metas

Consulte Auditoria externa para obter mais detalhes sobre o nosso programa de auditoria do Plano de Sustentabilidade da Unilever.

Redução de resíduos de fabricação

  • Até 2020, o total de resíduos enviados para descarte corresponderá, no máximo, aos níveis de 2008, apesar do aumento significativo dos volumes de produção.

Isso representa uma redução de cerca de 40% por tonelada de produção.

Com relação ao ano base de 1995, representa uma redução de 80% por tonelada de produção, e uma redução absoluta de 70%.

Atingimos a nossa meta em 2012, com 76.000 toneladas de resíduos totais a menos do que em 2008, uma redução de 51% por tonelada de produção.

Em 2017, descartamos 147.444 toneladas de resíduos totais a menos do que em 2008, uma redução de 98%† por tonelada de produção.

Com relação a 1995, isso representa uma redução de 99,3% em termos absolutos.


  • Até 2015, todas as fábricas alcançarão a meta de zero descarte de resíduo não perigoso em aterros sanitários.

Atingimos a meta de zero descarte de resíduo não perigoso em aterros sanitários em nossa rede global de fábricas até o fim de 2014. Em 2017, enviamos para aterros sanitários 0,07% de todos os resíduos não perigosos gerados durante o ano em 11 de nossas unidades.*


  • Todas as fábricas recém-construídas buscarão gerar menos do que a metade dos resíduos gerados no ano base de 2008.

Novas fábricas na Turquia, no Vietnã, na Índia e no Irã, começaram a produzir em 2017. Quando estiverem totalmente operacionais, cada uma delas se concentrará em gerar menos do que a metade dos resíduos gerados no ano base de 2008.


A nossa perspectiva

Apesar de atingirmos nossa meta de descarte de resíduos em 2012 – com oito anos de antecipação – fomos além e continuamos a gerar aprimoramentos. Em 2017, descartamos 147.444 toneladas de resíduos totais a menos do que em 2008, uma redução de 98%† por tonelada de produção.

Atingimos a nossa meta de envio zero de resíduos não perigosos para aterros sanitários um ano antes do prazo, no fim de 2014. Acreditamos que isso tenha sido inédito para uma empresa do nosso porte, e em nosso setor. Nosso foco desde então tem sido manter o envio zero de resíduos não perigosos para aterros sanitários, reconhecendo que essa é uma jornada contínua e, portanto, não chega ao fim quando a meta é atingida.

Em 2017, 11 localidades descartaram uma quantia pequena de resíduos não perigosos em aterro sanitário. Encaramos com muita seriedade qualquer descuido. Estamos confiantes de que as nossas realizações ainda mantêm a liderança em nosso setor e implantamos processos robustos para identificar quaisquer problemas, a fim de adotar ações corretivas rapidamente.

Replicando o nosso modelo de resíduo zero em outras partes dos nossos negócios, quase 400 unidades que não são fábricas também eliminaram o envio de resíduos não perigosos para aterros sanitários.

* Nosso objetivo é manter a nossa conquista de envio zero de resíduos não perigosos para aterros sanitários (ZWL) em todas as nossas unidades fabris no mundo todo. Contudo, podem ocorrer incidentes nos quais, por erro ou mudanças operacionais, como, por exemplo, aquisições ou problemas de fornecedores, pequenas quantidades de resíduos não perigosos podem ser enviadas para aterros sanitários. Consideramos que o ZWL é mantido quando menos de 0,5% do total de resíduos não perigosos é descartado em aterros no período de 12 meses.

Auditado pela PwC

Indo além do resíduo zero em aterros

Embalagens plásticas reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis

Até 2025, todas as nossas embalagens plásticas serão projetadas para total reutilização, reciclagem ou compostagem.

Comunicaremos o progresso com relação a essa meta em nosso Relatório de Sustentabilidade de 2018.


A nossa perspectiva

Tratar embalagens plásticas como um recurso valioso é prioridade para acelerar nossos esforços rumo à adoção de uma economia circular.

No final de 2018, publicaremos informações sobre o percentual do nosso portfólio de embalagens plásticas totalmente recicláveis. Estamos experimentando novas tecnologias, modelos de negócio e mecanismos de distribuição, além de materiais alternativos, para orientar o nosso progresso no desenvolvimento de soluções de embalagem totalmente recicláveis, reutilizáveis e compostáveis*.

* Também estamos dando continuidade ao desenvolvimento da nossa coleta de dados e sistemas de relatório para possibilitar auditoria externa no futuro.

Repensando as embalagens plásticas – rumo a uma economia circular

Redução das embalagens

Até 2020, reduziremos o peso das embalagens que usamos em um terço por meio de:

  • Materiais leves
  • Otimização estrutural e design de materiais
  • Desenvolvimento de versões concentradas de nossos produtos
  • Eliminação de embalagens desnecessárias

O peso por uso do consumidor caiu 13% em 2017 em comparação com 2010.


A nossa perspectiva

Os nossos resultados mostram que os esforços dos últimos anos para reduzir embalagens por meio de inovações, uso de materiais leves e substituição de materiais estão se evidenciando. Os resultados também foram afetados pelo efeito de aquisições e alienações de empresas.

A comercialização da tecnologia de moldagem MuCell™ nos permitiu reduzir o componente de plástico em frascos em até 15% em comparação com os frascos anteriores. Estimamos que, ao ser aplicada a outros produtos, ela trará reduções consideráveis na quantidade de plástico que utilizamos. Outros exemplos de iniciativas de redução incluem o uso da tecnologia de injeção por compressão em muitos dos nossos potes, conversão de frascos em bolsas de reabastecimento flexíveis e o uso inteligente de estratégias e tecnologias de projeto que nos permitam reduzir camadas em muitos dos nossos sachês.

Repensando as embalagens plásticas – rumo a uma economia mais circular

Reciclagem de embalagens

  • Trabalhando em parceria com o setor, governos e ONGs, temos o objetivo de aumentar as taxas de reciclagem e recuperação, em média, em 5% até 2015, e 15% até 2020 nos 14 países nos quais a nossa atuação está mais concentrada. Em alguns casos, isso significa dobrar ou até triplicar as taxas de reciclagem atuais. Vamos facilitar a reciclagem das nossas embalagens pelo consumidor mediante o uso de materiais mais adequados para a infraestrutura e tecnologia de reciclagem disponíveis em seus países.

8% de aumento nas taxas de reciclagem e recuperação em 2017 em relação ao Índice de Reciclagem e Recuperação (RRI) médio de 2010, considerando os 14 países onde a nossa atuação está mais concentrada.


  • Até 2025, aumentaremos em 25% o uso de plástico reciclado em nossas embalagens. Isso atuará como um catalisador para o aumento das taxas de reciclagem.

Em torno de 4.850 toneladas de materiais reciclados pós-consumo incorporados às nossas embalagens de plástico rígido em 2017.


A nossa perspectiva

A meta de reciclagem e recuperação é desafiadora, pois para atingi-la dependemos de políticas públicas, infraestrutura e participação do consumidor. Apesar disso, a nossa taxa de reciclagem aumentou. O volume de materiais reciclados ou recuperados aumentou em 8% durante 2016-2017, em comparação com nosso ano base de 2010.

Em 2017, vimos um aumento no volume de materiais reciclados pós-consumo incorporados às nossas embalagens de plástico rígido. Por exemplo, na Argentina, aumentamos o conteúdo de tereftalato de polietileno (PET) reciclado em garrafas de CIF em 50% em 2017.

A disponibilidade de conteúdo reciclado com um nível aceitável de qualidade continua sendo um desafio para nós em vários mercados do mundo. Assim, nos envolvemos em iniciativas de colaboração com foco na produção de reciclados de qualidade, que estamos testando em muitos formatos de embalagem.

Repensando as embalagens plásticas – rumo a uma economia mais circular

Combate ao descarte de sachês

A nossa meta é desenvolver e implementar um modelo de negócio sustentável para o manuseio de fluxos de resíduos de sachês até 2015.

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Continuamos pesquisando o potencial de novas tecnologias em mercados desenvolvidos e em desenvolvimento. Os avanços foram mais lentos do que prevíamos originalmente, mas temos a sensação de ter percorrido dois terços do caminho, e de que encontraremos uma solução viável num futuro próximo.


A nossa perspectiva

O nosso objetivo é desenvolver um sistema fechado de economia circular para descarte de sachês. Isso nos permitirá continuar oferecendo as vantagens de preço e conveniência dos sachês para consumidores de baixa renda e, ao mesmo tempo, fazer frente a problemas ambientais associados ao seu uso. Isso inclui lixo e capacidade de reciclagem.

Nos últimos quatro anos, codesenvolvemos uma nova tecnologia usando um processo químico chamado CreaSolv™. A tecnologia produz polímeros de qualidade que podem ser usados para fazer plástico de uso por tempo indefinido, oferecendo o potencial de um modelo de economia circular. Comprovamos por testes industriais em larga escala que o CreaSolv™ é uma solução tecnicamente viável à reciclagem de sachês.

Testaremos o uso de CreaSolv™ em escala comercial em nossa fábrica piloto na indonésia em 2018. Como uma indústria, precisamos criar uma infraestrutura de reciclagem para coleta de sachês que dê suporte ao processo - criando um modelo circular que todos possamos compartilhar. Esperamos que CreaSolv™ transforme os sachês de um problema global para uma oportunidade econômica sustentável.

Repensando as embalagens plásticas – rumo a uma economia mais circular

Eliminação do PVC

Eliminaremos totalmente o uso de PVC (cloreto de polivinila) de nossas embalagens até 2012 (sempre que houver soluções técnicas).

99

99% de embalagens de PVC removidas do nosso portfólio até o fim de 2012.


A nossa perspectiva

Avançamos muito na eliminação do uso de PVC em nossas embalagens, incluindo embalagens das empresas que adquirimos nos últimos anos.

Implantamos um sistema robusto para garantir que qualquer PVC que entre nos negócios por meio de aquisições seja rapidamente solucionado e, nos casos em que não houver opções de substituição viáveis, como o PVC usado em vedações de tampas metálicas, estamos trabalhando com fornecedores para desenvolver tecnologias adequadas para a substituição do material. O desenvolvimento de soluções substitutas pode demorar anos, pois é necessário que elas atendam aos requisitos funcionais dos processos de fabricação, enchimento e uso pelo consumidor.

Redução de resíduos nos escritórios

  • Nos 21 países onde a nossa atuação está mais concentrada, pelo menos 90% dos resíduos de escritório serão reutilizados, reciclados ou recuperados até 2015, e enviaremos zero resíduo para aterros sanitários até 2017.

Em 2017*, 100% dos nossos resíduos de escritório foram reutilizados, reciclados ou recuperados, e enviamos zero resíduo para aterros sanitários nos 21 países onde a nossa atuação está mais concentrada.


  • Até 2015, reduziremos o consumo de papel em 30% por funcionário nos 21 países onde a nossa atuação está mais concentrada.

Atingimos a nossa meta em 2013, com redução do consumo de papel por ocupante de 37% em comparação com 2010. Em 2016, obtivemos uma redução de 62% em relação ao ano base de 2010.


  • Eliminaremos o uso de papel em nossos processos de faturamento, recebimento de mercadorias, pedido de compra, relatórios financeiros e processamento de despesas com funcionários até 2015, sempre que isso for permitido por lei e tecnicamente viável.
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Até 2015, 73% dos processos das nossas áreas de negócios e serviços financeiros foram realizados eletronicamente.


A nossa perspectiva

Até o fim de 2017, avançamos consideravelmente rumo à nossa meta de envio zero de resíduos para aterros sanitários em todas as unidades dos 21 países onde a nossa atuação está mais concentrada. Estendemos os nossos esforços de redução de resíduos para além dos 21 países onde a nossa atuação está mais concentrada, e mais 33 unidades estão enviando zero resíduo para aterros sanitários.

O consumo de papel por ocupante agora se situa 62% abaixo dos níveis do ano base de 2010 nos 21 países onde a nossa atuação está mais concentrada, e continuaremos trabalhando para reduzir o consumo.

Embora 73% das nossas transações totais (excluindo processos de relatórios financeiros e despesas com funcionários) foram totalmente eletrônicas em 2015, promover novos avanços tem sido um desafio. Alguns países ainda não permitem a emissão de faturas eletrônicas, e descobrimos que alguns fornecedores ainda relutam em aceitar o faturamento eletrônico. Apesar desses desafios, continuamos comprometidos a eliminar o papel de nossos processos comerciais e serviços financeiros.

*O conceito de todas as unidades do escopo inclui as unidades de nossa propriedade ou aquelas nas quais detemos a maior parte do capital e, assim, podemos influenciar o manuseio de resíduos. O envio de zero resíduo não perigoso para aterros sanitários é obtido e mantido quando no máximo 0,5% dos resíduos não perigosos (resíduos não perigosos e resíduos reciclados ou recuperados) é enviado para aterros sanitários ou incineração sem recuperação de energia em todas as unidades não fabris do escopo.

Reduzir o descarte em nossos escritórios
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