O Plano de vida sustentável da Unilever para

Gases do efeito estufa

Gases do efeito estufa

Secas, inundações, quebras de safras agrícolas, desalojamento e deslocamento de comunidades e efeitos adversos sobre a economia – as possíveis ameaças que as mudanças climáticas suscitam são significativas e urgentes. No entanto, apesar do combate às mudanças climáticas apresentar sérios desafios, também oferece enormes oportunidades.

Adotar medidas em relação às mudanças climáticas é uma necessidade, mas também é uma chance de expandir nossos negócios respondendo a oportunidades em toda a nossa cadeia de valor.

Queremos fazer nossa parte na campanha mundial para criar uma economia de baixo carbono e, por isso, estamos aumentando nosso uso de energia renovável à medida que avançamos no objetivo de gerar saldo positivo de carbono em nossas operações até 2030. Também estabelecemos uma meta científica* para reduzir à metade o impacto dos gases do efeito estufa ao longo do ciclo de vida dos nossos produtos até 2030.**

O pilar dos gases do efeito estufa do Plano de Sustentabilidade da Unilever (USLP) contribui para vários objetivos globais de desenvolvimento sustentável da ONU (ODSs), principalmente: Energia limpa e acessível (ODS 7); Ação contra a mudança global do clima (ODS 13) e Vida terrestre (ODS 15).

A nossa estratégia

Queremos que a abordagem de baixo carbono seja a nova norma e estamos atuando para reduzir as emissões de gases do efeito estufa em toda a cadeia de valor.

Eliminating fossil fuels in manufacturing

Atuação em toda a cadeia de valor

De acordo com o Acordo de Paris, cerca de 200 países estão avançando com reformas de baixa produção de carbono, o que contribui para a abertura de oportunidades da ordem de US$ 23 trilhões em investimentos climaticamente inteligentes até 2030. A chave para transformar a atual infraestrutura de alta produção de carbono em uma de baixo carbono é a mudança sistêmica. Os riscos apresentados pelas mudanças climáticas atravessam fronteiras entre nações, continentes, setores e sociedades. O ODS 17 (Parcerias e meios de implementação) é fundamental para o progresso dos outros 16 ODSs.

As empresas, os governos e cidadãos têm um papel a desempenhar, mas, a peça fundamental para gerar a mudança sistêmica é a colaboração, e é por isso que priorizamos o ativismo e as parcerias com outros agentes.

Isso nos levou a trabalhar com questões que abrangem toda a nossa cadeia de valor, do combate ao desmatamento e da redução da pegada de carbono de nossa cadeia de suprimentos agrícolas até o projeto de um maior número de produtos para uso doméstico com menor emissão de gases do efeito estufa.

No total, 27% da nossa pegada de gases do efeito estufa vem de matérias-primas para ingredientes e embalagens. Os impactos das mudanças climáticas na agricultura serão distintos em diferentes partes do mundo. Um passo importante no programa de sustentabilidade em suprimentos será o lançamento, em 2018, da edição renovada do Código de agricultura sustentável, que oferece orientações sobre todos os aspectos da agricultura climaticamente inteligente.

No meio da cadeia de valor, temos nossas próprias fábricas e unidades, as partes do negócio sobre as quais temos o maior controle. Nós nos comprometemos a gerar saldo positivo de carbono em nossas operações até 2030. Isso significa que 100% da energia utilizada em todas as nossas operações terá origem em fontes renováveis, e pretendemos apoiar diretamente a geração de mais energia renovável do que precisamos para as nossas operações, disponibilizando o excedente para os mercados e comunidades nos quais atuamos.

A tecnologia e a inovação desempenham um papel fundamental na abordagem das mudanças climáticas e na abertura de oportunidades de negócios que uma economia de baixo carbono trará. Mais de 60% da nossa pegada de gases do efeito estufa ocorre quando os consumidores usam nossos produtos em suas casas. Para reduzir isso, usamos nosso conhecimento e recursos em inovação e Pesquisa e desenvolvimento para oferecer às pessoas produtos que elas apreciam, mas que têm um menor impacto nos gases do efeito estufa.

A Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD)

Um número crescente de investidores exige mais informações sobre como as empresas têm lidado com os efeitos das mudanças climáticas e reconhecemos a importância de divulgar riscos e oportunidades relacionados ao clima. A adoção das recomendações da TCFD é um passo importante para permitir que as forças do mercado produzam uma alocação eficiente do capital e apoiem uma transição suave para uma economia de baixo carbono.

No âmbito de nossos negócios, as mudanças climáticas afetam tudo o que fazemos e várias de nossas atividades do USLP tratam desse tema. Integramos nossas divulgações relacionadas ao clima em todos os nossos Relatórios e contas anuais de 2017 e nas seções Reduzir o impacto ambientalGás do efeito estufa, Água, Resíduos e Sustentabilidade em suprimentos – de nosso Relatório de sustentabilidade de 2017.

A nossa abordagem

Nosso principal compromisso é reduzir à metade o impacto dos gases do efeito estufa ao longo do ciclo de vida dos nossos produtos até 2030. Esse compromisso é uma meta científica que, por sua vez, é apoiada por nossas metas científicas de geração de saldo positivo de carbono. Elas são definidas como “alinhadas com o nível de descarbonização necessário para manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2° C em comparação com temperaturas pré-industriais”*** – consta do Acordo de Paris.

Para compreender os riscos financeiros que as alterações climáticas podem ter nos nossos negócios, realizámos uma avaliação de alto nível do impacto dos cenários de aquecimento global de 2° C e 4° C em 2030. Identificamos os impactos materiais nos negócios da Unilever em cada um desses cenários tendo como base os dados internos e externos existentes. Estamos atuando para lidar com os riscos relacionados às mudanças climáticas de acordo com o resultado da análise de cenários e, também, se beneficiando de quaisquer oportunidades que essas mudanças possam apresentar em toda a nossa cadeia de valor.

Os principais impactos do cenário dos 2° C:

  • A definição de preços do carbono é introduzida nos principais países e, portanto, há aumentos nos custos de fabricação e nos custos das matérias-primas, como os ingredientes lácteos e os metais usados nas embalagens.
  • Requisitos de desmatamento líquido igual a zero são implementados e uma transição para a agricultura sustentável pressiona a produção agrícola, elevando o preço de certas matérias-primas.

Os principais impactos do cenário dos 4° C:

  • O estresse hídrico crônico e agudo reduz a produtividade agrícola em algumas regiões, elevando os preços das matérias-primas.
  • O aumento da frequência de condições climáticas extremas (tempestades e inundações) resulta no aumento da incidência de interrupção em nossas redes de fabricação e distribuição.
  • O aumento da temperatura e os eventos climáticos extremos reduzem a atividade econômica e o crescimento do produto interno bruto (PIB) causando uma queda nos níveis de vendas.

Os resultados da análise de cenários confirmam a importância de fazer mais para garantir que entendamos as dependências fundamentais entre as mudanças climáticas e nossos negócios. Também garantem que tenhamos planos de ação em vigor para mitigar esses riscos e preparar os negócios para o ambiente no qual atuaremos no futuro.

Para enfrentar as mudanças climáticas, adotamos uma abordagem combinada de mudanças em nosso próprio negócio com o intuito de reduzir as emissões sobre as quais temos mais controle, unindo esforços coletivos e apoios para obter as mudanças sistêmicas mais abrangentes necessárias para criar um mundo com baixa emissão de carbono. Nosso trabalho inclui:

O nosso compromisso

Reduziremos à metade o impacto dos gases do efeito estufa ao longo do ciclo de vida dos nossos produtos até 2030.**

Além disso, em nossas operações próprias, geraremos saldo positivo de carbono até 2030 com a eliminação de combustíveis fósseis em nosso mix de fontes de energia e garantindo que 100% do nosso consumo de energia tenha origem em fontes renováveis. Também pretendemos gerar mais energia renovável do que consumimos e disponibilizar o excedente para os mercados e comunidades nos quais atuamos.

Avanços obtidos até o momento

Reduzimos o CO2 da energia em 47%† por tonelada de produção em nossas operações e continuamos a desenvolver produtos com menor impacto de gases do efeito estufa. No entanto, o impacto de nossos produtos em todo o ciclo de vida aumentou em torno de 9% desde 2010†.**

O crescimento de vendas subjacente no mesmo período foi de 33,1%, por isso é encorajador ver que estamos desassociando os impactos de gases do efeito estufa da cadeia de valor do crescimento de nossos negócios. O aumento das emissões de gases do efeito estufa gerado pelo uso de nossos produtos pelo consumidor, é impulsionado principalmente pelo nosso negócio de cuidados pessoais que, por meio de aquisições, expandiu-se para produtos para cabelos e para o banho.

Futuros desafios

O entusiasmo por trás da ação contra a mudança global do clima continua a crescer. Mais investidores estão considerando a resiliência do carbono em suas decisões. E, de acordo com a pesquisa que realizamos em 2016, os consumidores estão cada vez mais em busca de empresas e produtos sustentáveis. Acreditamos que a transição para um modelo de baixo carbono para economias e sociedades possa ser feita. No entanto, não há dúvida de que os desafios permanecem.

A quantidade de energia renovável disponível está aumentando e os custos estão caindo rapidamente. Porém, grande parte da infraestrutura mundial continua a depender de combustíveis fósseis. Por exemplo, isso significa que a eletricidade usada para aquecer a água, incluindo a água quente usada por nossos consumidores, contribui significativamente para as emissões de gases do efeito estufa.

Para alcançar nosso compromisso de 2030 de reduzir pela metade o impacto de gases do efeito estufa gerados por nossos produtos em todo o ciclo de vida até 2030, dependemos de uma ampla gama de fatores externos, como o consumo de energia dos aparelhos utilizados pelo consumidor, a intensidade de carbono da energia fornecida para os domicílios e o comportamento do consumidor.

Acreditamos que a definição de preços do carbono é uma parte fundamental da resposta global às mudanças climáticas e, sem ela, é improvável que o mundo cumpra suas metas de redução de gases do efeito estufa. Apoiamos publicamente os apelos para a atribuição de preços do carbono e somos membros da Campanha de cuidado com o clima do Pacto global da ONU (UNGC) e da Coalizão da liderança do preço do carbono organizada pelo Banco Mundial.

Implementamos os Critérios de liderança de negócios sobre a definição de preços do carbono da UNGC e, em 2018, aumentamos nosso preço interno do carbono para €40 por tonelada.

* Duas de nossas metas foram aprovadas pela Iniciativa Metas científicas (SBTi) em 2017. Estabelecemos nossa primeira meta científica em 2010 para reduzir à metade o impacto dos gases do efeito estufa ao longo do ciclo de vida dos nossos produtos até 2030. A segunda meta científica foi introduzida em 2015, visando obter 100% da energia utilizada em nossas operações de fontes renováveis até 2030.

** Nossas metas ambientais são expressas comparativamente ao ano base de 2010, “por uso do consumidor”. Trata-se de uso único, de uma porção ou dose de um produto.

***Conforme descrito no Quinto relatório de avaliação do painel intergovernamental sobre mudanças climáticas (IPCC AR5).

Auditado pela PwC


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Metas e desempenho

Mantemos o ambicioso compromisso de reduzir à metade as emissões de gases do efeito estufa associados ao uso dos nossos produtos pelo consumidor na cadeia de valor.


Gases do efeito estufa
O nosso compromisso

Reduzir à metade o impacto dos gases do efeito estufa ao longo do ciclo de vida até 2030*.

O nosso desempenho

Em 2017, o nosso impacto de emissão de gases do efeito estufa por uso do consumidor aumentou cerca de 9% em relação a 2010*.

A nossa perspectiva

Em 2017, nossas fábricas reduziram as emissões de CO2 causadas pelo consumo de energia em 47%† por tonelada de produção em relação a 2008. Também aumentamos o uso de energia renovável em nossas fábricas. Em 2017, passamos para 33,6%, em relação aos 15,8% de 2008. Além disso, 65% de toda eletricidade usada nas operações das nossas fábricas foi gerada por fontes renováveis.

Desde o lançamento do nosso Plano, em 2010, aprendemos muito sobre quais áreas podemos ou não influenciar e quais áreas requerem ações de outros agentes. Por exemplo, isso inclui a transição da utilização das redes elétricas para o uso de fontes mais renováveis, o que leva tempo, mas estamos no caminho certo e isso contribuirá positivamente para reduzir pela metade o impacto das emissões de gases do efeito estufa gerados por nossos produtos até 2030.

Para desempenhar nosso papel, também definimos metas para gerar “saldo positivo de carbono” em nossas operações até 2030. Isso inclui a obtenção de 100% de toda a energia utilizada de fontes renováveis até 2030 e se estende à disponibilização da energia renovável excedente para os mercados e comunidades nos quais atuamos.

No entanto, o impacto dos gases do efeito estufa de nossos produtos aumentou em até 9% desde 2010.* O crescimento de vendas subjacente no mesmo período foi de 33,1%; por isso, é encorajador ver que estamos desassociando os impactos de gases do efeito estufa da cadeia de valor do crescimento de nossos negócios.

O aumento das emissões de gases do efeito estufa por consumidor é impulsionado principalmente pelo nosso negócio de cuidados pessoais que, por meio de aquisições, expandiu-se, com novas opções de produtos para cabelos e para o banho. Mais de 60% da emissão de gases do efeito estufa dos nossos produtos está ligada ao uso pelo consumidor, sobretudo no aquecimento de água para banho, e influenciar aspectos como esse é mais difícil para nós

* Nossas metas ambientais são expressas comparativamente ao ano base de 2010, “por uso do consumidor”. Trata-se de uso único, de uma porção ou dose de um produto.

Auditado pela PwC


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As nossas metas

Consulte Auditoria externa para obter mais detalhes sobre o nosso programa de auditoria do Plano de Sustentabilidade da Unilever.

Geração de saldo positivo de carbono em nossas fábricas

  • Até 2020, as emissões de CO2 causadas pelo uso de energia em nossas fábricas corresponderão, no máximo, aos níveis de 2008, apesar do aumento significativo dos volumes de produção

Isso representa uma redução de cerca de 40% por tonelada de produção.

Relativamente ao ano base de 1995, representa uma redução de 63% por tonelada de produção e uma redução absoluta de 43%.

Redução de 1.218.554 toneladas de CO2 emitidas pelo uso de energia entre 2008 e 2017 (redução de 47% por tonelada de produção).

Relativamente a 1995, isso representa uma redução de 69% em termos absolutos.


Geraremos saldo positivo de carbono em nossas fábricas até 2030:


  • Obteremos 100% da energia utilizada em nossas operações de fontes renováveis até 2030.

Em 2017, 33,6% do uso de energia total nas operações das nossas fábricas foi gerado por fontes renováveis, versus 15,8% em 2008.


  • Até 2020, obteremos de fontes renováveis toda a eletricidade comprada da rede elétrica.

Em 2017, 65% de toda eletricidade usada nas operações das nossas fábricas foi gerada por fontes renováveis.


  • Eliminaremos o uso de carvão para geração de energia até 2020.

Em 2017, 1,1 milhão de GJ da energia utilizada nas fábricas foi gerado a partir de carvão. Durante o ano, 16 das nossas fábricas usavam energia gerada a partir de carvão. No final de 2017, o número de fábricas foi reduzido para 12.


  • Para atingir a nossa meta de gerar saldo positivo de carbono até 2030, pretendemos gerar mais energia renovável do que consumimos e disponibilizar o excedente para os mercados e comunidades nos quais atuamos.

Em 2017, continuamos a desenvolver a nossa metodologia e comunicaremos o progresso rumo à nossa meta no nosso Relatório de Sustentabilidade de 2018.


  • Todas as fábricas recém-construídas se orientarão pelo objetivo de causar menos que a metade do impacto das unidades abrangidas nos dados do ano base de 2008.

Novas fábricas na Turquia, no Vietnã, na Índia e no Irã, começaram a produzir em 2017. Quando estiverem plenamente operacionais, essas fábricas se orientarão pelo objetivo de emitir 50% menos CO2 do que no ano base de 2008, conforme dados representativos daquele ano.


A nossa perspectiva

Em 2017, nossas fábricas reduziram as emissões de CO2 causadas pelo consumo de energia em 8,1% por tonelada de produção em relação a 2016 e em 47%† por tonelada de produção em relação a 2008. Além de ter atingido nossa meta quatro anos antes do prazo em 2016, houve uma redução de 1.218.554† de toneladas de CO2 emitidas pelo uso de energia em 2017 em relação ao ano base de 2008. Continuamos a reduzir o uso de energia em 2,8% por tonelada de produção em 2017 e 26% desde 2008.

Em 2015, anunciamos a ambiciosa meta de saldo positivo de carbono. Isso supera a nossa meta anterior de obter 40% da energia utilizada em nossas operações de fontes renováveis até 2020. Até o fim de 2017, 109 fábricas em 36 países de todos os continentes compraram 100% da eletricidade utilizada de fontes renováveis certificadas. Em 2017, atendemos a 33,6% das nossas necessidades globais de energia utilizando fontes renováveis.

Como estamos gerando um saldo positivo de carbono em nossas operações

Redução das emissões de gases do efeito estufa na lavagem de roupas

Reformulamos nossos produtos para reduzir em 15% as emissões de gases do efeito estufa até 2012.

Mais de 95% (por volume) dos nossos produtos de sabão em pó para lavagem de roupas, em 14 países foram reformulados, proporcionando uma redução nas emissões de gases do efeito estufa de 15% até o fim de 2012.

Continuamos reformulando com a otimização de matérias-primas naturais em pós e cápsulas e a otimização dos processos de fabricação.


A nossa perspectiva

Sabões líquidos para lavagem de roupas têm menor impacto de emissão de gases do efeito estufa do que os produtos em pó. Estamos promovendo o desenvolvimento do mercado dos produtos líquidos: os líquidos apresentam crescimento mais acelerado do que os sabões em pó e em barra nos mercados nos quais esses itens estão presentes.

Muitos dos nossos sabões líquidos agora são vendidos na forma concentrada, o que reduz a emissão de gases do efeito estufa. Além disso, esses produtos têm melhor desempenho na lavagem a temperaturas mais baixas. Também estamos aumentando o número de produtos com dose unitária, o que impede o uso excessivo ou insuficiente.

Continuamos a liderar o setor no desenvolvimento de produtos em pó com menor impacto ambiental com a remoção ou redução de fosfatos e zeólitos – componentes importantes que surtem alto impacto na emissão de gases do efeito estufa. Eliminamos totalmente os fosfatos de nossos produtos para máquinas de lavar louça e atingimos agora uma redução de 95% no uso global de fosfatos em nossas linhas de sabão em pó, o que reduz em até 50% as emissões de CO2 por uso individual do consumidor. Continuaremos a investigar tecnologias que possam levar a produtos com zero fosfato no futuro.

Inovar para reduzir gases do efeito estufa

Redução das emissões de gases do efeito estufa no transporte

Até 2020, as emissões de CO2 da nossa rede global de logística estarão, no máximo, nos níveis de 2010, apesar do significativo aumento de volumes. Isso representará um aprimoramento de 40% na nossa eficiência em emissões de CO2.

Conseguiremos isso reduzindo a quilometragem de caminhões, usando veículos com emissões mais baixas, empregando meios de transporte alternativos, como o ferroviário ou marítimo, e melhorando a eficiência energética dos nossos armazéns.

Aprimoramento de 31% na nossa eficiência em emissões de CO2 desde 2010. Aprimoramento de 6% na nossa eficiência em emissões de CO2 e queda de 4% entre 2016 e 2017, em termos absolutos.1


A nossa perspectiva

Em 2017, atingimos um aprimoramento de 31% na nossa eficiência em emissões de CO2 desde 2010. Estamos avançando de forma estável e alguns dos nossos grupos de mercado conseguiram alcançar o máximo desempenho em eficiência do CO2.

Nosso compromisso para 2020 se mantém ambicioso, mas estamos determinados a alcançá-lo e, para isso, continuamos a evoluir sobre as fundações sólidas que implantamos. Por meio de inovação e desenvolvendo projetos de redução de carbono, compartilharemos melhores práticas para garantir ganhos de eficiência em nossa logística de transporte.

Temos usado cada vez mais meios de transporte não rodoviário, como o ferroviário e o marítimo, no transporte de mercadorias. Para trajetos ainda realizados por via rodoviária, estamos explorando tecnologias como a do gás natural liquefeito como combustível alternativo, veículos elétricos, tecnologia de manta térmica para caminhões com controle de temperatura e tecnologias de hidrogênio. Estamos trabalhando com nossos parceiros para acelerar a adoção das tecnologias que citamos acima.

1 Progresso acumulado desde 2010 medido nos 14 países onde nossa atuação se concentra mais; o progresso anual é medido em mais de 50 países.

Reduzir as emissões dos transportes

Redução das emissões de gases do efeito estufa em refrigeração

Como o maior fabricante mundial de sorvetes, vamos acelerar a implantação de freezers que usam gases refrigerantes naturais (hidrocarbonetos). Quando lançamos o nosso Plano, em novembro de 2010, já havíamos comprado 450.000 unidades de freezers com o novo refrigerante.



  • Compraremos mais 850.000 unidades até 2015.

Em 2013, superamos a nossa meta de comprar 850.000 freezers ecológicos, atingindo um total de cerca de 1,5 milhão de unidades.

Em 2017, esse número saltou para cerca de 2,6 milhões de freezers com hidrocarbonetos.


A nossa perspectiva

Os hidrocarbonetos (HC) que usamos em nossos freezers têm um potencial de aquecimento global substancialmente menor em comparação aos hidrofluorocarbonetos (HFCs), que têm um efeito de aquecimento global milhares de vezes maior do que a quantidade equivalente de dióxido de carbono. Apenas essa mudança nos freezers apresenta eficiência energética 10% superior. Até o fim de 2017, havíamos comprado cerca de 2,6 milhões de freezers que usam refrigerantes naturais.

Continuamos a implantar esses freezers ecológicos a hidrocarbonetos e a aumentar a eficiência energética dos nossos freezers. Em 2017, os freezers que compramos ofereciam um incremento de 50% em eficiência energética na comparação com o nosso ano base de 2008, e os modelos com maior eficiência energética tiveram resultados ainda melhores. Estamos desenvolvendo inovações para melhorar ainda mais a eficiência energética dos freezers, incluindo a utilização de painéis solares em nossos gabinetes.

Freezers ecológicos

Redução do consumo de energia em nossos escritórios

Até 2020, reduziremos à metade a compra de energia (kWh) por ocupante dos nossos escritórios nos 21 principais países onde atuamos, em comparação com os resultados de 2010.

30% de redução na compra de energia (kWh) por ocupante desde 2010.


A nossa perspectiva

Definimos uma meta desafiadora para 2020: reduzir a compra de energia por ocupante em todas as unidades do escopo. Em 2017, observamos um leve aumento na energia total comprada e uma queda no número de ocupantes em todas as unidades que fazem parte de nosso escopo. Continuamos a desenvolver programas de eficiência energética em nossas unidades, e muitas delas se tornaram mais eficientes em 2017.

No entanto, existe o desafio da exigência de energia dos data centers e unidades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que correspondem a cerca de metade da nossa energia comprada. Em 2017, reduzimos o consumo total de energia dos dois data centers em 7%, mas o aumento da demanda em outras unidades aumentou o percentual de redução por ocupante em relação ao valor de 2016. As unidades de P&D realizam experimentos em unidades piloto, que são mais semelhantes às operações da fábrica, e a demanda de energia para esses processos não está vinculada à ocupação.

Continuamos a poupar energia utilizando nossa ferramenta de administração de energia em PCs. E continuamos a nos concentrar na otimização dos nossos sistemas de gerenciamento de edifícios e a implantação de iluminação a LED em alguns dos nossos escritórios para reduzir o consumo de energia.

Temos também analisado o impacto do carbono gerado por nossas decisões de compra de energia. Em 2017, 42% de todas as unidades em escopo compraram eletricidade renovável certificada. Além disso, nossos escritórios no centro de Londres e Surrey, na Inglaterra, passaram a operar totalmente sem carbono após a compra de gás renovável certificado. Embora seja um desafio reduzir a energia comprada por ocupante, continuamos a reduzir o impacto das emissões de gases do efeito estufa de nossos escritórios.

Reduzir os impactos dos escritórios

Redução do número de viagens dos funcionários

Estamos investindo em instalações avançadas de videoconferência para facilitar a comunicação e reduzir o número de viagens dos nossos funcionários. Até 2011, essa rede abrangeu mais de 30 países.

54 países se beneficiavam desses serviços no fim de 2011.


A nossa perspectiva

Continuamos a investir na implementação do Skype for Business e instalações avançadas de videoconferência para reduzir a nossa pegada associada a viagens.

O nosso sistema avançado de videoconferência, o Video Presence, é usado em mais de 950 reuniões mensais entre escritórios da Unilever no mundo todo. Temos instalações de videoconferência em 90 países. Isso está reduzindo substancialmente a necessidade de viajar para participar de reuniões e, consequentemente, as nossas emissões de carbono. A iniciativa proporciona claros benefícios como a economia de custos e de tempo para a empresa e reduz a necessidade dos nossos funcionários realizarem viagens cansativas.

Para reduzir ainda mais o impacto das viagens dos funcionários nas emissões de gases do efeito estufa, introduzimos mensagens sobre as vantagens de usar o Video Presence quando os funcionários acessam o nosso sistema de reservas de passagens aéreas. Isso estimula os funcionários a limitar suas viagens aos casos nos quais elas são realmente necessárias.

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