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Sustentabilidade na prática

Ser sustentável é executar as tarefas do cotidiano com responsabilidade e pensando no meio ambiente. É uma mudança de cultura.

A sustentabilidade nada mais é do que uma questão de mudança de cultura, pois implica em fazer as mesmas coisas do cotidiano com as quais as pessoas já estão acostumadas, só que de um jeito mais sustentável.

Pesquisas do Instituto Akatu mostram que as pessoas são sensíveis às questões ambientais e sociais. Porém, entre a sensibilidade e a ação existe uma distância. Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, diz que as pessoas precisam perceber que são agentes transformadores da sociedade e do meio ambiente, principalmente por meio do consumo.

Só o ato de sair de um ambiente e sempre apagar as luzes ou desligar os aparelhos que ficam em stand by na tomada desperdiçando energia elétrica já traz um enorme benefício para a sociedade.

Gastar menos água

Pode não parecer, mas pequenas ações do dia a dia fazem sim uma grande diferença e já está mais do que na hora de mudar o pensamento do “eu pago, então posso gastar o quanto quiser”. Uma única pessoa pode dar sua contribuição, usando água sem desperdiçar.

Todo mundo usa água diariamente, que chega limpa e sai suja. Esse grande volume de água suja, multiplicado por milhares de residências implica, cada vez mais, na necessidade de o Estado investir em usinas de tratamento. No Brasil, apenas 50% desse montante consegue receber tratamento. O restante acaba sendo consumido irregularmente: 20 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável.

O menor uso de água em uma residência é quando se escova os dentes. Fechar a torneira durante este processo e usar apenas um copo para enxaguar a boca e lavar a escova durante um mês equivale ao gasto de 12 litros de água (contra 300 com a torneira aberta por 2 minutos).

O banho é um grande vilão quando se fala em consumo de água. E o problema nem é tempo, mas se ensaboar com o chuveiro ligado. Se metade das famílias de uma cidade de 100 mil habitantes reduzisse o tempo de chuveiro aberto de 10 para 5 minutos, economizaria água para abastecer a cidade inteira por quase dois meses, sem falar na conta mais barata no fim do mês.

A água que sai da máquina de lavar, por exemplo, pode ser usada na limpeza geral da casa, para lavar o quintal ou o carro.

Não desperdiçar alimentos

Na alimentação da casa brasileira, 1/3 dos alimentos perecíveis são jogados fora, por razões variadas: prazo de validade vencido, verduras, legumes e frutas amassados etc.

Tudo isso porque falta planejamento na hora da compra. Helio Mattar alerta para o fato de que é imprescindível planejar o cardápio da semana e comprar apenas o necessário. Nada vai faltar e muito pouco será desperdiçado.

“Quando uma família prepara uma torta e congela o que sobrou, por exemplo, o correto é cortá-la em pedaços pequenos. Ao descongelar, basta tirar apenas os pedaços correspondentes ao que será consumido”, indica Mattar.

As frutas, por exemplo, podem não estar com boa aparência para serem servidas inteiras, mas ficam perfeitas descascadas e picadas.

Para uma ideia de quanto uma família de classe média poderia economizar (considerando-se por volta de R$ 1.800,00 de renda mensal), ao reduzir a perda de alimentos de 30% para 10%, conseguiria economizar 20% na poupança a vida inteira, cerca de 820 mil reais ao longo de, mais ou menos, 72 anos. “Com aproximadamente 50 anos a pessoa compraria um apartamento”, estima Mattar.

Entre as dicas para não desperdiçar alimentos estão:

  • Pensar antes do consumo e planejar o cardápio semanal;
  • Comprar somente o que está na lista, em embalagens e volumes que sejam suficientes;
  • Quando o alimento é embalado, pode ser que tenha prazo de validade mais longo do que o vendido a granel. Vale a pena avaliar de acordo com o modo e tempo de consumo;
  • Não ir ao supermercado com fome, evitando compras desnecessárias;
  • Utilizar os alimentos até o final, aproveitando, sempre que possível, talos cascas, folhas e sementes.

“Para o bem da saúde é preciso respeitar o prazo de validade e jogar o alimento vencido fora, mesmo que esteja com uma aparência externa boa. Os micro-organismos nós não vemos”, alerta Mattar.

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