De mãos bem lavadas
O ato de lavar as mãos é um dos métodos de defesa mais simples e eficientes com os quais o organismo pode contar. Saiba como fazer corretamente essa parte da higiene pessoal.
Não custa nada lavar as mãos
Muitas pessoas parecem não saber, mas existe um método que protege contra gripes, resfriados, conjuntivites, diarréias e hepatite A, entre diversas outras doenças. Não, não se trata de uma supervacina. A questão aqui é muito mais simples e faz parte (ou deveria fazer) do cotidiano: basta lavar corretamente as mãos.
“Depois que as pessoas começaram a utilizar água potável, lavar as mãos é uma das medidas mais eficazes na prevenção de diversas doenças, sem mencionar o seu fácil acesso e baixo custo”, afirma o infectologista Jaime Rocha, do Lavoisier Medicina Diagnóstica/DASA.
Mais do que se proteger de doenças, quem mantém as mãos limpas está garantindo que não será um transmissor delas. “Deve-se considerar a lavagem de mãos não somente como uma medida de proteção pessoal, mas também dos familiares e contatos próximos”, completa o especialista.
Mão suja não combina com boca, olhos e nariz
Quem não está com as mãos limpas deve mantê-las bem longe de qualquer local em que haja mucosa, casos da boca, dos olhos e do nariz. E tem mais: “o contato das mãos sujas com feridas pode levar à infecção do local. Isso vale para feridas resultantes de traumas (cortes, arranhões) ou feridas cirúrgicas, de pós-operatórios”, alerta Rocha.
Além disso, se mãos sujas entrarem em contato com objetos, deixarão lá agentes contaminadores que, mais tarde, podem prejudicar outras pessoas. “Essa questão é bastante ampla e varia conforme inúmeros fatores. Somente para citar alguns pontos, depende: de qual é o microorganismo (alguns sobrevivem mais tempo, enquanto outros não duram no ambiente após a secreção secar); da quantidade de secreção envolvida e do tempo entre a contaminação e a nova exposição”, explica o infectologista.
Mas, então, quando é preciso lavar as mãos?
Não existem horários exatos para lavar as mãos. Mas, depois de algumas situações, esse ato de higiene é essencial. Rocha cita as principais:
Sempre após o contato com pessoas infectadas (resfriadas ou gripadas, por exemplo);
Sempre que houver qualquer sujeira visível;
Sempre antes das refeições;
Sempre que tiver contatos com animais, como gatos e cachorros;
Sempre após usar os banheiros.
O especialista lembra que, apesar de os casos de gripe A terem diminuído, a higiene pessoal deve estar sempre em alta. “Infelizmente, os sinais visíveis de sujeira são tardios e não se deve esperar que as mãos fiquem sujas para lavá-las. Deve-se fazê-lo sempre que possível e necessário”, completa o infectologista.
Saiba lavar as mãos corretamente
O ato de lavar as mãos, explica Rocha, retira matéria orgânica e a maior quantidade de microorganismos que aderem à pele. “Portanto, a lavagem deve privilegiar toda a superfície das mãos, não esquecendo o dorso (parte de trás), entre os dedos, as pontas dos dedos, as palmas e os punhos”, orienta o infectologista.
O especialista afirma que a temperatura da água não faz diferença para a lavagem, bem como o tipo de sabonete, que depende do gosto e das necessidades de cada um.
O processo pode ser feito com água e sabão ou álcool 70% (caso não haja sujeira aparente). “Se tiver sujeira visível, deve-se fazer a retirada física antes (água e sabão, com esponja se necessário). É preciso limpar toda a superfície conforme descrito acima e, no caso da utilização de álcool, usar cerca de 1 a 2 ml e fazer fricção até a substância secar totalmente (cerca de 1 minuto)”, completa Rocha, que conclui: “o controle de muitas infecções está em nossas mãos”.




