Aprenda a lidar com o mofo

Buracos nas roupas, manchas no teto do banheiro ou na estante de madeira podem ser sinal da presença de mofo, um problema que incomoda bastante, mas que pode ser amenizado sem muitas complicações.

Cuidados com o mofoAprenda a lidar com o mofo

O problema costuma aparecer sempre que resolvemos tirar do armário aquela roupa que não é usada há muito tempo. Aquelas manchas esverdeadas ou embranquecidas são sinal de que a roupa está sendo habitada por seres microscópicos, mas que podem provocar um estrago bem grande: o mofo.

Um tipo de fungo chamado bolor, o mofo produz um odor desagradável e também está presente nas paredes e no teto do banheiro, em móveis e objetos de madeira e até em alimentos.

“Os bolores são extremamente importantes na natureza, são decompositores de material orgânico. Eventualmente, também podem estar envolvidos na deterioração de bens de consumo, como móveis e objetos de madeiras, além de alimentos - como o pão e as frutas. Mas, a função inicial é diferente”, explica Carlos Taborda, professor do Departamento de Microbiologia da Universidade de São Paulo (USP).

A umidade é a principal responsável pela presença e desenvolvimento do mofo, mas não é a única. Áreas com pouca iluminação e mal arejadas, além de cortinas, tapetes, cortinas de chuveiro, enfim, qualquer lugar no qual seja possível conseguir comida o suficiente também oferecem condições para a procriação do fungo. “Estão presentes tanto no norte do país, que é quente, quanto no sul, que é mais frio. Depende da situação, do local e do ambiente”, completa o especialista.

Quais os riscos?

Não satisfeito com o odor que exala e com o fato de descolorir e causar manchas, o mofo, quando não combatido, também pode se alimentar de tecidos, couro, papel e madeira, até que estes apodreçam e se desfaçam. Tentar disfarçar paredes mofadas com tinta pode não ser a melhor opção, pois essas camadas também irão, eventualmente, ser atingidas pelos fungos.

E estão enganados aqueles que pensam que uma mancha ou um buraco em uma camiseta velha são os únicos riscos que o mofo traz. Reações alérgicas, episódios de asma, complicações respiratórias e irritação dos olhos e da pele, por exemplo, estão no caminho de pessoas sensíveis ao problema e que tenham contato com os bolores.

Combatendo o mofo

O velho ditado diz: “melhor prevenir do que remediar”. Pode parecer um clichê, mas, no que diz respeito ao mofo, é uma grande verdade. Se tudo for mantido limpo, bem ventilado e seco, as chances de se ter surpresas desagradáveis são bastante diminuídas.

Manter o local seco (condicionadores de ar podem ajudar, além de substâncias que absorvam a umidade) e promover a circulação de ar em todos os recintos ajuda a barrar a proliferação. Evitar o bolor, contudo, não é possível. “Não se consegue evitar o mofo. O fungo cresce, normalmente, no solo e a principal via de dispersão é o ar atmosférico. A não ser que se trabalhe em uma sala vedada e com filtros, não tem como não entrar em contato”, afirma Taborda.

“O controle depende da situação, do local em que o fungo está crescendo, do objetivo e, também, de como pode ser feito”, diz Taborda. Algumas ações de combate ao mofo utilizadas em superfícies podem não ser adequadas para roupas, por exemplo. “O ideal é retirar a umidade do ambiente, o que já diminui bastante a presença do bolor”, completa o especialista.

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