Residência sustentável
A adoção de medidas sustentáveis deve começar em nossa própria casa.
Edificações consomem grande parte dos recursos naturais
Os centros urbanos abrigam 70% da população do planeta. Por isso, adotar medidas sustentáveis impacta diretamente em nossas vidas, pois há uma demanda enorme por recursos naturais e energia, além de uma produção muito grande de resíduos - explica a arquiteta Sylvia Brener, do escritório Brener Baser Arquitetura, em São Paulo.
As edificações são responsáveis por quase metade da emissão dos gases que provocam o efeito estufa e por grande parte do consumo de água e de energia - ressalta. Por isso, é muito importante incorporar princípios de sustentabilidade nas edificações. Não só em prédios comerciais, mas também nas residências.
Algumas medidas simples podem ser tomadas para adotar a sustentabilidade. Uma delas é separar o lixo orgânico de papeis, vidros e metais para que possam ser reciclados. Outra é utilizar um sistema de coleta de água de chuva para a lavagem de pisos, do carro e para as descargas dos sanitários - exemplifica.
Pequenas atitudes no dia a dia também contam. É preciso certificar-se de que as torneiras estejam bem fechadas e não haja vazamentos, evitar banhos longos, não lavar quintais e calçadas com água corrente, apagar as luzes desnecessárias e substituir as lâmpadas incandescentes pelas de baixo consumo.
Sustentabilidade desde o projeto até a construção
A arquiteta diz que durante a elaboração do projeto e a sua execução devem ser utilizados produtos e equipamentos de baixo consumo de energia, materiais provenientes do beneficiamento de resíduos da própria obra e de demolição, bem como madeiras de reflorestamento ou com certificado de manejo sustentável.
É importante também escolher fornecedores comprometidos com o impacto sócio-ambiental e, se possível, próximos à obra. Também deve-se evitar a supressão da vegetação local e utilizar, quando possível, cerca vivas para integrar o máximo possível a edificação na paisagem.
O projeto arquitetônico deve ser eficiente e favorecer a iluminação e a ventilação naturais, levando em conta as características do local para aproveitá-las ao máximo. Também devem ser priorizados pisos que permitam a infiltração da água de chuva e sistemas de coleta para o seu reuso quando o tipo de construção permitir.
Tudo deve levar em conta a economia: vidros e películas que não permitam um aquecimento excessivo dos ambientes, mas que os deixam bem iluminados; redes elétricas executadas de modo eficiente para que não haja desperdícios; torneiras, descargas e peças sanitárias que reduzam o consumo de água.
Decoração e sustentabilidade
Para incorporar a sustentabilidade também nos ambientes de casa não é necessário ter uma decoração primitiva e abrir mão do conforto e da beleza – pondera Sylvia Brener. Pode-se, por exemplo, usar móveis verdes, que são feitos com madeira reciclada ou com extração certificada e garantia de origem.
Além disso, o uso de plantas é uma excelente medida para manter a temperatura da residência agradável. Quando elas são colocadas em locais certos, favorecem a ventilação e diminuem a temperatura, evitando, assim, o uso excessivo de ar-condicionado e de ventiladores, o que economiza energia – explica.
O projeto de iluminação é outro fator que deve ser levado em conta. Hoje em dia existem opções com leds e lâmpadas fluorescentes que proporcionam uma excelente iluminação com baixo consumo e são capazes de criar o clima certo para os ambientes, além de serem bem mais duráveis.
E não devemos nos esquecer também dos aparelhos da casa. Desde televisores, geladeiras, microondas até computadores. Na hora da compra, basta procurar o Selo Procel, que indica aqueles que têm os melhores níveis de eficiência energética em cada categoria, ou seja, consomem menos energia.
| A Unilever une o seu crescimento com a redução do impacto ambiental, visando reduzir pela metade a pegada ambiental da fabricação e da utilização de seus produtos. |

